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Irmãozinho e irmãzinha (O gamo encantado)

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小弟弟和小姐姐


O irmãozinho, pegando a irmãzinha pela mão, disse:
- Desde que nossa mãe morreu, nunca mais tivemos uma hora feliz: nossa madrasta nos espanca todos os dias e, quando chegamos perto dela, nos enxota a pontapés. Nosso único alimento, são as côdeas duras de pão; trata melhor o cachorrinho debaixo da mesa, pelo menos ela lhe dá, de vez em quando, algum bocado bem bom. Meu Deus, se nossa mãe soubesse! Vem, vamo-nos embora daqui, vamos por esse mundo afora.
Foram andando e caminharam o dia inteiro, percorrendo prados, campos, caminhos pedregosos. De repente, começou a chover, e a irmãzinha disse:
- Deus e os nossos corações estão chorando juntos.
Ao anoitecer, chegaram a uma grande floresta; estavam tão cansados de chorar e de andar e com tanta fome que resolveram entrar na cavidade de uma velha árvore oca e aí adormeceram.
Na manhã seguinte, quando despertaram, o sol já estava alto no céu e seus raios ardentes penetravam na cavidade da árvore. Então, o irmãozinho disse:
- Estou com sede, irmãzinha; se descobrisse alguma fonte por aí, iria beber um pouco; aliás, parece-me ouvir um murmúrio de água a correr!
Levantou-se, pegou a irmãzinha pela mão e saíram ambos à procura da fonte. Mas a perversa madrasta, que era uma bruxa ruim, vira os meninos irem-se embora; seguiu-os ocultamente, mesmo como fazem as bruxas, e enfeitiçou os mananciais da floresta. Quando os meninos encontraram o regato de água, que corria cintilante sobre as pedras, o irmãozinho precipitou-se para beber; mas a irmãzinha ouviu o murmúrio da água que dizia:
- Quem beber desta água transformar-se-á em tigre.
- Peço-te, querido irmãozinho, que não bebas desta água, - disse ela, - senão te transformarás em fera e me devorarás.
O irmãozinho não bebeu, apesar da grande sede que tinha, e disse:
- Esperarei até encontrar outra fonte.
Quando, porém, chegaram à outra fonte, a irmãzinha ouviu-a dizer:
- Quem beber desta água se transformará em lobo; transformar-se-á em lobo.
Não bebas, querido irmãozinho, - suplicou a irmãzinha, - senão te transformarás em lobo e me devorarás.
O irmãozinho não bebeu, mas disse:
- Esperarei até encontrar a terceira fonte: ai então beberei, digas o que disseres, pois não resisto mais de tanta sede.
Quando chegaram à terceira fonte, a irmãzinha ouviu- a murmurar:
- Quem beber desta água transformar-se-á num gamozinho.
A irmãzinha tornou a pedir:
- Oh, meu irmãozinho, peço-te, não bebas desta água, senão te transformarás num gamozinho e fugirás de mim.
Mas o irmãozinho já estava ajoelhado junto da água e bebeu, porque sentia grande sede. Mal tinha sorvido os primeiros goles, eis que se transformou num pequeno gamo.
A irmãzinha, então, chorou muito ao ver o irmãozinho transformado em gamo e este chorou com ela, achegando-se muito acabrunhado ao seu lado. Por fim a menina disse:
- Tranquiliza-te, meu querido gamozinho, eu jamais te abandonarei.
Desprendeu da perna sua liga dourada e atou-a ao pescoço do gamo; colheu alguns juncos e com eles trançou um cordel com o qual prendeu o animalzinho; depois internaram-se ambos na floresta.
Andaram, andaram, andaram e, por fim, descobriram uma casinha; a menina espiou dentro, viu que estava vazia, e resolveu: "Ficaremos morando aqui."
Juntou folhas e musgo e fez uma caminha macia para o gamozinho e todas as manhãs saía cedo para colher raízes, amoras e nozes pura seu sustento.
A irmãzinha colhia a erva mais tenra, que ele vinha comer alegremente em suas mãozinhas, saltando e dando mil cabriolas a seu lado. A noite, cansada das labutas diárias, irmãzinha rezava suas orações, depois reclinava a cabeça no dorso de gamozinho e nesse travesseiro adormecia sossegada. Se o irmãozinho voltasse à forma humana, a vida ali seria maravilhosa.
Bastante tempo viveram ainda sozinhos na floresta, mas deu-se o caso que o rei organizou uma grande caçada; então ressoaram as trompas por entre o arvoredo, o latido dos cães, os gritos alegres dos caçadores, e o gamozinho, ouvindo esse tropel, pensou no prazer que teria em participar daquele divertimento.
- Ah, - disse ele à irmãzinha, - deixa-me tomar parte na caçada! Não resisto à vontade de ir ter com eles.
Tanto implorou que ela teve de consentir, mas disse-lhe:
- Deves voltar, à tarde; eu fecharei a porta por causa dos caçadores; ao bater, para que se reconheça, deves dizer:
"Deixa-me entrar, minha irmãzinha"; se não disseres isso, não abrirei.
O gamozinho escapuliu bem depressa, satisfeito e feliz por encontrar-se ao ar livre. O rei e os caçadores, vendo o lindo animalzinho, saíram em sua perseguição, mas não conseguiram alcançá-lo, pois quando contavam agarrá-lo, de um salto ele desapareceu por trás das moitas. Assim que anoiteceu, correu para casa, bateu à porta e disse:
- Deixa-me entrar minha irmãzinha!
Então, a porta abriu-se; ele pulou para dentro e dormiu, tranquilamente, a noite toda, no seu fofo leito. No dia seguinte, teve prosseguimento a caçada; quando o gamozinho ouviu as trompas de caça e os oh, oh, dos caçadores, não pôde conter-se e disse:
- Abre-me a porta, irmãzinha, tenho que sair!
A irmãzinha abriu e tornou a dizer:
- Tens, porém, que voltar à tarde e pronunciar a senha.
Assim que o rei e os caçadores tomaram a ver o gamozinho com a coleira de ouro, deitaram a persegui-lo, mas ele era muito ágil e esperto. A perseguição durou o dia todo, até que afinal, ao entardecer, os caçadores conseguiram cercá-lo e um deles feriu-o no pé. O pobre gamozinho, mancando muito, conseguiu fugir, embora menos depressa. Um dos caçadores seguiu-o, cautelosamente, e viu-o chegar à casinha e chamar:
- Deixa-me entrar, minha irmãzinha!
A porta abriu-se e fechou-se rapidamente. O caçador, vendo isso, guardou tudo na memória e foi contar ao rei o que vira e ouvira.
- Amanhã, - disse o rei, - voltaremos a caçar outra vez.
Entretanto, a irmãzinha assustara-se terrivelmente quando viu o gamozinho ferido. Lavou-lhe o ferimento e aplicou-lhe logo algumas ervas, dizendo:
- Agora vai deitar-te, meu querido gamozinho, para sarar bem depressa.
O ferimento, porém, era tão insignificante que na manhã seguinte o gamozinho não tinha mais nada. Ouvindo novamente a algazarra dos caçadores, exclamou:
- Não resisto ficar aqui, tenho de ir logo para lá; desta vez não me pegarão facilmente.
A irmãzinha, chorando, dizia-lhe:
- Desta vez te matarão e eu ficarei sozinha nesta floresta, abandonada por todos; não, não te deixarei ir.
- Se não for morrerei de tristeza, - lamentava-se o gamo, - quando ouço a trompa de caça, não posso conter-me dentro da pele!
A irmãzinha não teve outro remédio senão abrir-lhe a porta, embora com o coração cheio de angústia. O gamo, alegre e feliz, disparou rumo à floresta. Assim que o rei o viu, ordenou aos caçadores:
- Podeis segui-lo, o dia todo, mas proíbo que se lhe faça o menor mal.
Logo que o sol se escondeu, disse o rei ao caçador:
- Vem, mostra-me a casinha da floresta.
Quando chegaram diante da porta, o rei bateu, dizendo:
- Deixa-me entrar, minha irmãzinha!
Então a porta se abriu e o rei entrou; lá dentro, deparou com uma jovem tão linda como jamais vira. A jovem assustou-se quando viu entrar, não o seu querido gamozinho, mas um homem estranho, com uma coroa de ouro na cabeça. Entretanto, o rei contemplava-a com tanta doçura e meiguice que, quando lhe estendeu a mão disse:
- Queres vir comigo para meu castelo e ser minha esposa?
Ela respondeu contente:
- Oh, sim! Mas quero que o meu gamozinho me acompanhe, pois nunca me separarei dele.
- Ficará sempre contigo, - prometeu o rei, - e enquanto viveres nada lhe faltará.
Nisso, chegou o gamo fazendo cabriolas; a irmãzinha prendeu-o com o cordel de junco, segurando-o com as mãos; depois saíram todos da casinha da floresta.
O rei fê-la montar no cavalo e conduziu-a ao castelo onde, pouco depois, realizaram as bodas, com intenso júbilo e grandes pompas. Assim, ela tornou-se Sua Majestade a Rainha e juntos iam vivendo felizes e tranquilos. O gamo era bem alimentado, bem tratado e passava o tempo dando cabriolas no jardim.
A perversa madrasta, que havia obrigado as crianças a vagar ao leu, julgava que a irmãzinha tivesse sido devorada pelas feras na floresta e o irmãozinho, transformado em gamo, tivesse caído vitima dos caçadores. Entretanto. quando ouviu contar que viviam felizes e abastados, o coração encheu-se de inveja e de ciúme, não tendo mais sossego. Não pensava em outra coisa senão na maneira de criar-lhes novas desventuras. Sua filha única. que era feia como a escuridão e que tinha um só olho, censurava-a, dizendo:
- A mim é que devia calhar a sorte de ser rainha!
- Fica tranquila, - respondeu a velha, acrescentando com satisfação: - no momento oportuno, estarei a postos!
E o momento oportuno chegou. A rainha deu à luz um belo menino, justamente quando o rei se achava ausente, durante as caçadas. A bruxa, então, tomando o aspecto da camareira, entrou no quarto onde repousava a rainha e disse-lhe:
- Vinde, senhora, vosso banho está pronto; ele vos fará bem e vos dará novas forças, vinde logo, antes que esfrie.
Com ela estava também a filha. Ambas carregaram a rainha, ainda muito débil, para o quarto de banho e puseram-na na banheira; depois fecharam a porta e deitaram a fugir. Antes, porém, haviam aceso um fogo infernal no quarto de banho e a rainha, fechada lá dentro, em breve sucumbiu sufocada.
Feito isto, a velha meteu uma touca na cabeça da filha e deitou-a no leito, no lugar da rainha. Deu-lhe também a forma e a semelhança desta; só não pôde restituir-lhe o olho que lhe faltava; e para que o rei não percebesse, ela foi obrigada a deitar-se de lado, tentando assim esconder a falha.
A noite, quando voltou e soube que lhe nascera um menino, o rei ficou radiante de alegria e quis logo dirigir-se ao quarto de sua querida esposa a fim de saber como estava passando. A velha, porém, interveio rápida, gritando:
- Pelo amor de Deus, deixai as cortinas fechadas; e rainha ainda não pode ver luz, além disso está muito fraca e precisa descansar.
O rei, então, retirou-se e não ficou sabendo que no leito havia uma falsa rainha.
Mas à meia-noite, quando todos dormiam no castelo, a ama velava junto ao berço do recém-nascido e viu abrir-se a porta e entrar a verdadeira rainha. Esta tirou a criança do berço, tomou-a no colo e deu-lhe de mamar; depois ajeitou o travesseirinho e deitou-a, agasalhando-a bem com o cobertorzinho. Não esqueceu, também, o seu gamozinho; dirigiu-se para o canto onde estava deitado e fez-lhe alguns carinhos; em seguida saiu silenciosamente, como havia entrado. Na manhã seguinte, a ama perguntou aos guardas se tinham visto entrar alguém no castelo durante a noite. Responderam-lhe:
- Não, não vimos entrar ninguém.
Durante muitas noites seguidas, a rainha voltou a aparecer, sempre sem pronunciar palavra; a ama via-a todas as vezes mas não ousava contar a ninguém.
Depois de alguns dias, a rainha certa noite começou a falar:

"Que faz o meu filhinho?
Que faz meu gamozinho?
Ainda duas vezes virei,
depois nunca mais voltarei."

A ama não disse nada, mas, quando ela desapareceu, foi aonde se encontrava o rei e contou-lhe tudo o que vinha se passando.
- Meu Deus, - exclamou o rei, - que será isso! Na próxima noite, ficarei velando perto de meu filho.
Assim o fez; chegando a noite, ocultou-se no quarto do menino e, quando deu meia-noite, viu aparecer a rainha, que tornou a falar:

"Que faz o meu filhinho?
Que faz meu gamozinho?
Ainda uma vez virei,
depois nunca mais voltarei."

Cuidou, como sempre fazia, da criança antes de desaparecer; o rei, porém, não teve coragem de falar-lhe e decidiu ficar velando, também, na noite seguinte junto do filho. À meia-noite viu-a entrar e dizer:

"Que faz o meu filhinho?
Que faz meu gamozinho?
Vim ainda esta vez
e depois nunca mais."

O rei então não se conteve mais, correu para ela, dizendo:
- Não podes ser outra senão a minha esposa querida.
- Sim, - respondeu-lhe ela, - sou eu mesma, tua esposa querida.
Pela graça de Deus, voltou à vida; bela, sadia e viçosa como fora antes. Contou ao rei o crime praticado pela bruxa perversa e sua filha e o rei, então mandou que fossem ambas julgadas e condenadas. A filha foi conduzida à floresta, onde acabou estraçalhada pelos animais ferozes; a bruxa foi lançada à fogueira, onde teve morte horrível e assim que se transformou em cinzas, o gamozinho recuperou novamente seu aspecto humano.
A partir de então, a irmãzinha e o irmãozinho viveram juntos com o rei no castelo, alegres e felizes pelo resto da vida.
小弟弟拉着小姐姐的手说:"自从妈妈死了之后,我们没有过过幸福的日子。继母天天打我们,而且只要我们走到她的跟前,她就用脚把我们踢开。我们每天吃的都是硬梆梆的剩面包皮,连桌子下面的小狗吃的都比我们好,因为她常常丢一些好吃的东西给它。愿上帝可怜我们,让我们的妈妈知道就好了!走,我们一起逃出去吧。"
他们在草地、田野和石岩中整整走了一天。 突然天下起了雨,小姐姐便说:"看哪,天在和我们的心一起哭泣呢。"傍晚,他们来到了一片大森林,由于伤心和饥饿,再加上走了这么长的路,他们累坏了,便钻进一棵空心大树,躺在里面睡着了。
当他们第二天醒来时,太阳早已高高地挂在了天上,温暖地照进了这棵空心大树。 小弟弟说:"姐姐,我口渴。要是知道哪里有条小溪,我就去喝点水。我好像听到小溪的流水声了。"弟弟站起来,拉着小姐姐的手,走过去找那条小溪。 可是他们那坏心肠的继母是个女巫,知道两个孩子逃跑了,便和所有的女巫一样,偷偷地跟在他们的后面,把森林里所有的小溪都使了妖术。
看到有条清亮的小溪正在岩石间流淌,小弟弟便想过去喝水,可是小姐姐听到小溪的流水在说话:"谁喝我就会变成老虎!谁喝我就会变成老虎!"小姐姐赶紧叫道:"好弟弟,我求你千万不要喝这水,要不你会变成一只野兽 ,把我撕碎的。 "小弟弟便忍着口渴,不去喝那水,但是他说:"我忍着等找到第二条小溪的时候再喝。 "
当他们来到第二条小溪前时,小姐姐又听到这条小溪在说:"谁要是喝了我,就会变成一头狼!谁要是喝了我,就会变成一头狼!"小姐姐于是便叫道:"好弟弟,我求你千万不要喝这水,不然你会变成一头狼,把我吃掉的。"小弟弟没有喝,说:"我忍着等找到下一条小溪。到时候不管你说什么,我都是要喝的,因为我实在是渴坏了。"
当他们来到第三条小溪前时,小姐姐听到小溪在说:"谁要喝我就会变成一头鹿!谁要喝我就会变成一头鹿!"姐姐便说:"好弟弟,我求求你,千万不要喝这水,不然你会变成一头鹿,从我的身边跑走的。"可是弟弟一见小溪就跪了下去,弯下腰去喝水了。 嘴唇刚碰到几滴水,趴在那里的他就变成了一头小鹿。
看到可怜的弟弟中了魔法,小姐姐哭了起来,小鹿也坐在她的身边伤心地哭着。 终于,小姑娘说道:"亲爱的小鹿,别哭了 ,我永远不会离开你的。 "
她解下一根金袜带,系在小鹿的脖子上,然后又拔了一些灯芯草,编了一根软绳。 她给小鹿拴上这根绳子,牵着它向森林的深处走去。
他们走呀走,终于来到了一座小屋前。 小姑娘朝里面望了望,看到里面是空的,便想:"我们可以留下来,住在这里。"于是,她找来许多树叶和青苔,给小鹿铺了一张柔软的床。 她每天早晨出去,为自己采集草根、浆果和坚果,还给小鹿带回来一些嫩草。 小鹿吃着她手里的草,总是高兴地围着她跳来跳去。 到了晚上,累了一天的小姐姐做完祈祷后,便把头靠在小鹿的背上,像靠着枕头一样安静地睡觉。 要是她的弟弟还保持着人的形状,这种生活倒也挺美!
他们就这样孤单寂寞地在野外生活了一段时间。 一天,这个国家的国王来到这片森林里打猎。 森林里到处都是号角声、狗吠声和猎手们的欢笑声。 小鹿听到了这些,非常想去看一看。 "哦,"它对姐姐说:"让我去那里吧。我实在忍不住了!"它左请求右请求,姐姐终于答应了。 她对它说:"可是你晚上要回到我的身边来。我很怕那些粗野的猎人 ,所以会把门关上,你回来时只要敲门说:'我的小姐姐,让我进去吧! ',我就知道是你回来了。 要是你不说这句话,我就不开门。 "小鹿蹦蹦跳跳地离开了家,来到屋外的世界,它感到真是又舒服又开心。
国王和猎手们看到这头美丽的小鹿,便追了过来,可他们怎么也抓不住它。 每当他们以为一定能抓到它时,它总是跃进树丛不见了。 天黑后,它跑到小屋那里,敲了敲门,说:"我的小姐姐,让我进去吧!"门立刻便开了,它跳进去,在柔软的床上好好睡了一晚。
第二天,围猎又开始了。 当小鹿再次听到号角声以及猎手们发出的"嗬嗬嗬"的喊叫声时,它再也安静不下来了。 它说:"姐姐,让我出去吧!我一定要出去!"它的姐姐给它开了门,对它说:"但是你晚上一定要回来,而且还要讲那句暗语!"
当国王和猎手们再次看到这头带着金项圈的小鹿时,他们又一起朝它追去,只是它对他们来说太快、太机灵了。 他们追了一整天,终于在黄昏时把它围住了。 一个猎手还把它的脚射伤了一点,它只好一瘸一拐地慢慢向前跑。 一个猎手悄悄跟着它来到了小屋前 ,听到它说:"我的小姐姐,让我进去吧!"猎手看到小屋的门开了一下,小鹿进去后便立刻又关上了。 猎手把这一切看在眼里,回去后把自己的所见所闻告诉了国王。 国王说:"我们明天再去打猎。"
小姐姐看到小鹿受伤后害怕极了,她给它洗去了身上的血迹,在它的伤口敷上药草,说:"亲爱的小鹿,快去床上躺下,好好养伤。"但是那伤口很轻,小鹿第二天早上就没有任何感觉了。 当它又听到外面打猎的叫喊声时,它说:"我再也忍不住了。我一定要去那里。我不会让他们轻而易举地抓住我的。"姐姐哭着说:"他们这次肯定会杀死你的,然后就剩下我一个人孤孤单单、无依无靠地在这森林里,我不能让你出去。""那我在屋里会憋死的,"小鹿说,"当我听到号角的声音时,我仿佛感到自己的心脏都要跳出来了。"做姐姐的再也没有别的办法,只好带着沉重的心情为它打开门。 小鹿快乐地朝森林跑去。
国王看到小鹿时,对报信的那个猎手说:"你过来。带我到那座小屋去。"到了小屋前,他敲门叫道:"我的小姐姐,让我进去吧!"门一打开,国王便走了进去,看到屋里有一位他所见过的最美丽的姑娘。 看到进来的不是小鹿,而是一个头上带着金王冠的男人,姑娘很害怕,可是国王和善地望着她,向她伸出手去说:"你愿意跟我回去,做我亲爱的妻子吗?""愿意,"姑娘说,"可是小鹿得跟我一起去。我离不开它。"国王说:"它可以永远呆在你的身边,而且什么也不会缺少的。"就在这时,小鹿跑了进来,姐姐给它拴上灯芯草绳,牵着它,跟着国王一起离开了林中的小屋。
国王把这可爱的姑娘放到马背上,把她带回了王宫,并且在那里举行了盛大的婚礼。 她现在成了王后,和国王一起幸福地生活了许多年。 小鹿受到了细心的照料,在王宫的花园里跑来跑去。
可是那个邪恶的继母,自从两个孩子因为她而离家出走之后,以为小姐姐肯定在森林中被野兽撕成了碎片,小弟弟也肯定被猎人们当做小鹿射死了,可现在听到他们生活得很幸福、很美满,嫉妒和怨恨像两把烈火在她的心中燃烧,使她片刻也不得安宁。 她成天盘算着怎么再次给姐弟俩带来不幸。 她自己的女儿丑得像黑夜一样,而且只有一只眼睛,这时也责怪她说:"她当王后!这种好事应该属于我!""别闹,"
老婆子安慰她说,"等时候一到,我会让你如愿的。"
不久,王后生下了一个漂亮的男孩,而国王碰巧外出打猎去了。 老巫婆便打扮成一个使女,走进王后的卧室,对她说:"来吧,洗澡水已经烧好了。洗一洗对你有好处,能使你恢复精力。快点,不然水就要凉了。"
她的亲生女儿也在旁边,于是母女俩把虚弱的王后抬进洗澡间,把她放进澡盆,然后锁上门跑了。 她们在洗澡间里生了一堆熊熊燃烧的旺火,不一会儿就使年轻漂亮的王后窒息而死。
然后,老婆子拉着她的女儿,给她戴上一顶睡帽,让她躺到王后的床上。 她还让她的女儿有了王后一样的身材和长相,只是她无法给女儿一只眼睛。 为了不让国王看出破绽,她只好侧着身子,向着没有眼睛的那一边睡。
傍晚,国王回到家中,得知王后给他生了个儿子,心中非常高兴,马上要去床边看看他亲爱的妻子。 可是老婆子立刻叫道:"千万不要拉开窗帘!王后还不能见光,需要好好休息!"国王走了出去,没有发觉床上躺着的是个假王后。
可是到了半夜,当所有的人都睡着了时,坐在婴儿室摇篮旁独自守夜的保姆看到门开了,真的王后走了进来。 王后从摇篮里抱起婴儿,搂在怀里给他喂奶。 然后她抖一抖孩子的小枕头,把孩子重新放进摇篮,给他盖上小被子。 她也没有忘记小鹿,而是走到它躺的角落,抚摸着它的背,然后才悄悄地走出房门。 第二天早晨,保姆问卫兵晚上有没有人进过宫,可卫兵们都说:"没有,我们谁也没有看见。"就这样,一连很多天,王后总是在夜里来到这里,但她从来不说一句话。 保姆每次都看见她,可又不敢把这告诉任何人。
这样过了一些时候,王后有天夜里开口说道:
"我的孩子怎么办?我的小鹿怎么办?
我还能再来两次。 以后就再也不能来了。 "
保姆没有答腔,可等王后一走,她立刻跑到国王那里,把一切都告诉了他。 国王说:"啊,上帝呀!这是怎么回事呀?明天晚上我要亲自守在婴儿身旁。"晚上,他进了婴儿室。 到了半夜,王后真的又来了,而且说道:
"我的孩子怎么办?我的小鹿怎么办?
我还能再来一次。 以后就再也不能来了。 "
她像往常一样给孩子喂了奶,然后就走了。 国王不敢和她说话,可第二天晚上仍然去守夜。 只听王后在说:
"我的孩子怎么办?我的小鹿怎么办?
这是我最后一次来这里,以后再也不能来了。 "
国王听到这里,再也无法克制自己。 他朝她跑去,说:"你肯定是我亲爱的妻子!"她回答:"是的,我是你亲爱的妻子。"话刚出口,她就立刻恢复了生命,而且,靠着上帝的恩典,她变得非常健康,脸色非常红润。
她把那邪恶的巫婆和巫婆的女儿对她犯下的罪行告诉了国王。 国王立刻命令审判她俩,对她们作出了判决。 女儿被带到了森林里,被野兽撕成了碎片;老巫婆被投进火里可悲地烧成了灰烬。 就在老巫婆被烧成灰烬的一刹那,小鹿也变了,重新恢复了人的形状。 从此,姐姐和弟弟一直幸福地生活在一起,直至白发千古。




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