PORTUGUÊS

A alface magica

ROMÂNĂ

Varza fermecata


Houve, uma vez, um jovem caçador que andava pela floresta à espreita de caça. Era um moço alegre e vivaz, com o coração cheio de bondade.
Andava ele distraído, assobiando tranquilamente, quando deparou sentada, sobre uma folha, uma velhinha muito feia, que lhe disse:
- Bom dia, meu bom caçador; tu estás alegre e satisfeito, mas eu estou morrendo de fome e de sede: dá- me uma esmolinha, por favor!
Ouvindo isso, o moço condoeu-se da sorte da velhinha, meteu a mão no bolso e deu-lhe o que trazia consigo. Em seguida, dispôs-se a continuar o seu caminho, mas a velhinha deteve-o, dizendo:
- Meu caro caçador, ouve o que te vou dizer; quero dar-te um presente pela tua generosidade. Continua andando e daqui a pouco chegarás ao pé de uma grande árvore, sôbre a qual verás nove pássaros brigando por causa de um manto, que seguram com as patinhas. Aponta a tua espingarda e atira no meio dêles; êles deixarão cair o manto, e com êle cairá morto também um dos pássaros. Apanha o manto, que é mágico; quando o vestires e desejares estar num lugar qualquer, êle logo te transportará. Tira o coração do pássaro morto e engole-o inteiro; assim, tôdas as manhãs, ao despertares, encontrarás uma moeda de ouro sob o travesseiro.
O caçador agradeceu gentilmente a velha, pensando consigo mesmo: "Belíssimas promessas! Ah, se realmente se realizassem!" E foi andando.
Não dera mais que cem passos e ouviu um pipilar estridente entre os galhos, bem em cima de sua cabeça; ergueu os olhos e viu um bando de pássaros disputando entre si um pano, puxando-o com as patinhas e os bicos, enquanto soltavam pios e se debicavam terrivelmente, querendo cada qual ficar com o manto para si.
- Ora veja! - exclamou o caçador: - exatamente como disse a velha avozinha.
Tirou a espingarda do ombro, fêz pontaria e disparou sôbre o bando, do qual se espalharam as penas por todos os lados. Os pássaros imediatamente fugiram, pian- do assustados, mas um dêles caiu morto, juntamente com o manto.
O caçador apanhou-os e, conforme lhe dissera a velha, destripou a ave e engoliu o coração, sem mastigar; depois pegou o manto e foi-se embora, voltando para casa.
Na manhã seguinte, assim que acordou, veio-lhe ao pensamento a promessa da velha e quis certificar-se da
veracidade de suas palavras; levantou o travesseiro e, realmente, lá estava uma moeda de ouro brilhando intensamente. Na manhã seguinte, encontrou outra e assim foi em tôdas as manhãs sucessivas. Depois de juntar uma bela pilha de moedas, o rapaz pensou: "Para que me serve tanto ouro, se fico trancado aqui em casa? Quero ir-me por êste mundo afora e ver outras terras."
Tendo resolvido isto, despediu-se dos pais, pegou a espingarda e o sapicuá e partiu.
Depois de muito andar, deparou com uma grande floresta, atravessou-a e, chegando à extremidade oposta, viu surgir no meio da planície um magnífico castelo. Numa das janelas estavam debruçadas uma velha e uma linda môça, olhando para baixo. A velha, que era uma bruxa, disse à môça:
- Veja, lá vem saindo um rapaz da floresta. Êle traz no corpo um precioso tesouro; meu amor, nós temos que nos apoderar dêle. Isso aproveita muito mais a nós do que a êle. E' o coração de um pássaro que êle tem no estômago, graças ao qual encontra tôdas as manhãs uma moeda de ouro debaixo do travesseiro.
Explicou direito as coisas à môça, ensinando-lhe o que deveria fazer e, fitando-a com olhar ameaçador, concluiu:
- Ai de ti, se não me obedeceres!
Tendo-se aproximado do castelo, o caçador avistou a linda jovem e disse de si para si: "Andei tanto que estou bem cansado; preciso repousar um pouco e pedir pousada nesse castelo. Dinheiro, não me falta; tenho até demais." Mas a verdade era que seus olhos ficaram encantados com aquela beldade.
Entrou no castelo, onde foi cordialmente recebido e hospedado com grande amabilidade. Não demorou muito e se apaixonou pela linda môça, filha da bruxa, e de tal forma que já não pensava mais em nada, só via pelos olhos dela e fazia tudo o que ela lhe pedia. Então a velha, vendo como estavam as coisas, disse:
- Minha filha, agora temos que nos apoderar do coração do pássaro; verás, êle nem de leve se aperceberá e não sentirá nenhuma falta.
Prepararam uma infusão e, quando ficou pronta, a velha encheu um copo, dando-o à filha para que lha levasse. A môça disse-lhe:
- Toma isto meu querido, à minha saúde!
Sem suspeitar coisa alguma, o rapaz levou o copo à bôca, bebendo tudo; assim que acabou de ingerir a infusão, vomitou o coração do pássaro. A môça pegou-o dis- farçadamente e engoliu-o, pois a velha assim recomendara.
Dai por diante êle nunca mais encontrou a moeda de ouro sob o travesseiro, a qual passou a brilhar diariamente sob o travesseiro da môça, onde a velha ia buscá-la todas as manhãs. O rapaz estava tão perdidamente apaixonado, que não pensava em mais nada além de poder ficar sempre ao lado da môça. Então a bruxa disse:
- O coração do pássaro já está em nosso poder, agora temos também que lhe tirar o manto mágico.
A môça respondeu:
- Deixemos-lhe ao menos isso, já que perdeu a fortuna!
A velha, porém, zangou-se e gritou:
- Um manto dessa espécie é coisa extraordinária, que mui raramente se encontra neste mundo; quero possuí-lo, custe o que custar.
Ensinou-lhe como devia proceder, acrescentando que se não lhe obedecesse, viria a arrepender-se amargamente.
A môça não tinha outra solução senão obedecer. Aproximou-se da janela e fitou o horizonte distante, fingindo uma grande tristeza. O rapaz então perguntou- -lhe:
- Por quê estás tão triste?
- Ah, meu tesouro, - respondeu ela - essa montanha que vês lá ao longe, é a montanha de rubis; tôda ela está cheia dessas pedras maravilhosas. Tenho um imenso desejo de possuí-las e, sempre que olho para lá, fico muito triste. Mas, quem é que pode ir buscá-las! Somente os pássaros que voam podem ir lá e nunca um homem!
- Se é apenas essa a tua tristeza, - disse o caçador - é muito fácil curá-la.
Tomou-a nos braços, sob o manto, e exprimiu o desejo de ser transportado para lá. Imediatamente foram levados os dois até ao alto da montanha. As pedras preciosas cintilavam por tôda parte, numa verdadeira alegria para os olhos. Os dois apressaram-se a apanhar as mais belas e atraentes, enchendo com elas os bolsos.
Entretanto, por arte mágica da bruxa, o caçador começou a sentir as pálpebras pesarem-lhe, e então disse à môça:
- Vamos descansar um pouco; sentemo-nos aí, estou tão cansado que não agüento mais.
Sentaram-se os dois; o rapaz reclinou a cabeça no regaço dela e adormeceu. Quando o viu profundamente adormecido, ela tirou-lhe o manto, recolheu tôdas as pedras e rubis e desejou encontrar-se logo em casa.
Ao despertar, o caçador viu que sua amada o havia enganado, abandonando-o sozinho naquela montanha agreste.
- Oh! - exclamou, desolado - quanta perversidade existe neste mundo!
Ficou profundamente abatido e amargurado, sem saber o que devia fazer. A montanha pertencia a alguns ferozes, medonhos gigantes, que lá residiam e faziam as piores coisas. Não demorou muito, o rapaz avistou três dêles, que se aproximavam a largos passos; com mêdo, deitou-se, fingindo-se profundamente adormecido. Os gigantes chegaram perto dêle e um lhe ministrou tremendo pontapé, dizendo:
- Que espécie de vermículo é êste que aí está a olhar a barriga?
Disse o segundo:
- Esmaguemo-lo!
Mas o terceiro disse, com todo o desprêzo:
- Nem vale a pena! Deixai-o viver; êle não poderá viver aqui e irá certamente até ao cume, e aí as nuvens o carregarão.
Assim conversando, prosseguiram o caminho. Mas o caçador prestara bem atenção ao que tinham dito, e assim que êles se afastaram, levantou-se e trepou até ao cump da montanha. Daí a pouco, baixou uma nuvem que estava balouçando no espaço, agarrou-o e levou-o consigo. Durante algum tempo, ela andou vagueando pelo azul do céu, depois foi descendo até pousar numa grande horta, tôda cercada de muros, e depositou-o suavemente entre as couves e outras hortaliças.
O caçador olhou em redor e disse:
- Se tivesse ao menos alguma coisa para comer! Estou com tanta fome e não poderei continuar o meu caminho! Aqui, porém, não vejo peras, nem maçãs, nem outras frutas; não há senão hortaliças.
Por fim pensou:
- Por falta de coisa melhor, comerei um pouco de alface; não é lá muito saborosa, mas é fresca.
Escolheu uma bela cabeça de alface e pôs-se a comê- -la; mas, apenas engolira alguns bocados, sentiu uma estranha sensação e pareceu-lhe estar completamente mudado.
Cresceram-lhe quatro pernas, uma grande cabeça com duas orelhas compridas e, com imenso terror, viu que se transformara num asno. Todavia, continuava com muita fome e, graças à sua nova natureza, a alface tornou-se-lhe bem agradável e dela comeu fartamente. Chegando a outro canteiro, avistou uma espécie diferente de alface; mal apenas comeu algumas folhas, sentiu-se novamente transformado, readquirindo o aspecto humano.
Então, tendo saciado a fome, o caçador deitou-se e dormiu tranquilamente. Na manhã seguinte, ao despertar, colheu um pé de alface boa e um pé de alface ruim, pensando: "Isto me servirá para recuperar as minhas coisas e castigar a perversidade." Colocou os pés de alface no sapicuá e, saltando o muro, dirigiu-se ao castelo de sua amada.
Durante dois dias andou perambulando mas, por fim, encontrou-o. Pintou rapidamente o rosto, de modo que nem mesmo sua mãe o teria reconhecido; depois foi ao castelo e pediu pousada.
- Estou tão cansado que não posso mais ir para a frente.
A bruxa perguntou-lhe:
Quem sois e qual é vossa profissão?
- Sou um mensageiro do rei, - disse o rapaz - o qual me mandou em busca da melhor alface que existe no mundo. E tive a felicidade de encontrá-la; veja, trago-a aqui. Mas o sol está tão quente que ameaça queimar a tenra folhagem; não sei se poderei levá-la mais longe.
Ouvindo falar dessa alface melhor do mundo, a bruxa ficou com água na bôca e disse:
- Meu caro campônio, deixa-me provar uma folhinha dessa maravilhosa alface, sim?
- Por quê não? - respondeu êle - levo dois pés dela, posso perfeitamente dar-vos um.
Abriu o sapicuá e tirou a alface ruim, oferecendo-a à velha. Esta não imaginou sequer que houvesse algum mal nela. A alface punha-lhe a bôca cheia de água; rápida, correu à cozinha e pessoalmente a temperou.
Assim que ficou pronta não teve paciência de esperar que fôsse para a mesa, ali mesmo começou a comê- la. Apenas comeu algumas folhas, imediatamente perdeu o aspecto humano transformando-se em asno e saiu a correr e a pinotear pelo quintal.
Nisso a criada entrou na cozinha, viu a salada pronta e foi levá-la para a mesa; mas, pelo caminho, cheia de gulodice, tirou uma fôlha e comeu-a. No mesmo instante, a alface transformou-a num asno também e saiu a correr para o quintal, junto de sua ama, deixando cair o prato de salada no chão.
Enquanto isso, o caçador estava ao lado da bela jovem e, vendo que ninguém aparecia com a famosa salada, da qual ela morria de desejo, a môça disse:
- Quem sabe onde está a tal salada?
O caçador pensou: "Acho que já produziu o efeito desejado!" E, em voz alta:
- Vou até à cozinha saber o que está acontecendo.
Quando chegou lá embaixo, viu as duas mulas correndo e saltando no quintal, enquanto que o prato de alface estava largado no chão.
- Ótimo! - exclamou êle. Aquelas duas já receberam a sua parte! Apanhou as folhas que sobraram arrumou-as direitinho no prato e levou-as à môça, dizendo:
- Eu mesmo trago esta delícia; ei-la! Acho que não deveis esperar mais tempo.
Ela serviu-se avidamente e logo perdeu o aspecto humano, como as outras, e saiu a correr para o quintal, transformada em mula.
O caçador, então, foi lavar-se cuidadosamente para que elas o pudessem reconhecer; depois desceu até o quintal e disse:
- Agora recebereis o prêmio pela vossa perversidade.
Amarrou as três com uma corda e arrastou-as consigo. Logo depois chegou a um moinho; bateu à porta e o moleiro chegou à janela, perguntando o que desejava.
- Tenho aqui três jumentas indomáveis, das quais pretendo me desfazer. Se quiseres ficar com elas, providenciar forragem e comida suficiente, e tratá-las como quero eu, pagarei o que me pedires.
- Como não? - disse o moleiro - Como é que devo tratá-las?
Então o caçador disse que devia dar à jumenta mais velha - que era a bruxa, - três rações dc pancadas por dia e uma ração de comida; à segunda - que era a criada, - devia dar uma ração de pancadas e três de forra-
gem; e à terceira, - que era a môça - nem uma pancada e três rações de forragem; porque não suportava que a espancassem.
Em seguida voltou ao castelo e encontrou tôdas as suas coisas.
Alguns dias depois, apareceu o moleiro, dizendo que a mula velha, em conseqüência das três rações de pancadas e uma só de comida por dia, havia morrido.
- As outras duas, - continuou - ainda não morreram e continuo dando-lhes comida três vêzes por dia, mas andam tão tristes que, certamente, não viverão muito.
O caçador, então, condoeu-se, esqueceu a sua raiva e disse ao moleiro que as trouxesse para o castelo. Quando chegaram, deu às duas algumas folhas de alface boa e imediatamente elas readquiriram o aspecto normal.
A linda môça caiu-lhe aos pés, soluçando, e disse-lhe:
- Meu amor, perdôa-me o mal que involuntariamente te causei; fui obrigada por minha mãe, mas arrependo- me sinceramente, porque te amo de todo o coração. O teu manto mágico está guardado no armário; quanto ao coração do pássaro tomarei qualquer coisa que me faça vomitá-lo.
O rapaz então mudou de idéia e exclamou:
- Podes ficar com êle, é a mesma coisa; porque serás a minha querida e fiel esposa.
Pouco depois, casaram-se e viveram extremamente felizes até o fim da vida.
A fost odata ca niciodata un tinar vinator, si vinatorul asta se duse intr-o buna zi in padure dupa vinat. Si era vesel si voios in inima lui si cum mergea el asa, cintind din frunza, numai ce intilni o matusica batrina si urita, care ii spuse:
- Buna ziua, vinatorule draga, pesemne ca-ti merge de minune, ca te vad vesel si bine dispus, dar eu rabd de foame si de sete si n-am pe nimeni sa ma ajute... Fa-ti pomana c-un banut, si nu te-oi uita niciodata!...
Vinatorului i se facu mila de sarmana batrinica si baga mina in buzunar de-i dete citeva parale, dupa cum il lasa punga. Voi apoi sa plece mai departe, dar matusica aceea il opri si-i spuse:
- Draga vinatorule, pentru inima ta buna si milostiva, vreau sa-ti daruiesc si eu ceva, da asculta aici la mine: ai sa mergi ce-o sa mergi, si-n drumul tau ai sa dai de-un pom. Si-n pomul asta or sa stea noua pasarele, care or sa tina in gheara o mantie. Si toate noua s-or bate intre ele pentru mantia asta, fiecare vrind s-o apuce pentru sine... Si de cum le-oi vedea, pune pusca la ochi si trage drept.In mijlocul lor. Si de vei face asa, de buna seama ca n-o sa le mai arda sa stea la gilceava si-or sa dea drumul mantiei. Vezi insa ca si una din pasari va fi atinsa de gloante si va cadea moarta la pamint... Mantia s-o iei cu tine, ca e o mantie fermecata si are un dar minunat: de ti-o pui pe umeri, n-ai decat sa doresti sa fii intr-un loc si intr-o clipa esti acolo... Da vezi sa nu uiti nici pasarea... Scoate-i inima si ai grija de maninc-o intreaga! Si de vei face asa, in fiecare dimineata, cand te-i scula, vei gasi sub perna un ban de aur.
Vanatorul ii multumi din suflet femeii si incepu a se gindi in sinea lui: "Frumoase lucruri mi-a fagaduit, n-am ce zice, barem de s-ar implini toate!..."
Si, ce crezi, mai merse el cam vreo suta de pasi, si numai ce auzi deasupra capului zvon de pasari care se ciondaneau! Trase el cu urechea la ciripitul acela ascutit si odata cata in sus, sa vada despre ce-i vorba. Si vazu o gramada de pasarele care tot trageau cu ciocurile si cu ghearele de~o mantie. Si tipau una la alta si se cio-rovaiau, furioase, de parca fiecare ar fi vrut s-o aiba numai ea.

Ian te uita, facu vinatorul mai mult pentru sine, pai se potriveste tocmai cu ce mi-a spus batrinica!...
Si nu-si termina bine vorbele, ca si lua pusca din spinare. Apoi o puse la ochi si tinti drept in mijlocul pasarelelor, de zburara fulgii in toate partile... Intr-o clipa se imprastiara toate, tipind grozav, dar vezi ca una din ele cazu moarta la pamint... Si-n acelasi timp cazu si mantia...
Vinatorul facu intocmai cum il invatase batrinica: taie pasarea si dupa ce-i scoase inima, o inghiti. Apoi pleca inspre casa luind cu sine mantia.
In dimineata urmatoare, cand se trezi, ii veni in minte fagaduiala femeii si vru sa vada de nu-s numai vorbe, dar cum ridica perna, si vazu stralucind un ban de aur. A doua zi, dimineata, afla iar unul sub perna, si tot asa, in fiece dimineata, de cite ori se trezea. Isi strinse omul o gramada de aur, dar vezi ca aurul nu-i aducea multumirea si-n cele din urma incepu el a se gindi: "La ce bun tot aurul de l-am strins, daca stau acasa, intre patru pereti?!... O sa plec sa cutreier lumea, sa aflu si eu cite se mai petrec pe pamintul asta!..."

Isi lua ramas bun de la parinti si, punindu-si ranita si pusca la spinare, pleca in lume. Si intr-o buna zi se intimpla sa treaca printr-o padure deasa. Si cand se sfirsi padurea, numai ce vazu inaintea lui o cimpie si pe cim-pia aceea inaltindu-se un castel maret. La una din ferestre stateau o batrina si o fata minunat de frumoasa, si priveau in jos.
Acu , trebuie sa va arat ca batrina era o vrajitoare afurisita. Si-i spuse fetei vrajitoarea aceea:
- Ian te uita la omul de vine din padure! Asta are in trupul lui o comoara minunata si trebuie sa-l vrajim, ca s-o dobindim noi. Si stii ce anume are? O inima de pasare! Si multumita ei, in fiecare dimineata gaseste sub perna un ban de aur. Ei, ce zici, fetita mea iubita, nu ne-ar sta noua mai bine s-o avem, decat lui?...
Apoi cotoroanta prinse a-i povesti cum s-a intimplat toata tarasenia si-o mai invata cum trebuia sa se prefaca pentru a-l prinde in mreje pe flacau. La urma n-o mai lua insa cu binele, ci o ameninta si se rasti la ea, privind-o cu niste ochi rai si incarcati de furie:
- Iar de n-o sa vrei sa ma asculti, o sa fii nefericita!... De cum se apropie de castel, vinatorul o si zari pe
fata la fereastra si-si spuse in sine: "Cred ca se cade sa ma hodinesc si eu putin, ca doar ratacesc de atita vreme. Si gindesc sa ramin la castelul asta frumos, ca bani am destui in punga ca sa le rasplatesc pe gazde imparateste!..." Dar pricina adevarata nu era asta, ci-mi pare mie ca chipul cel dragalas al fetei... Ca de cand o zarise, ii ramasese inima la ea. Intra flacaul in casa si, de cum pasi pragul, fu primit cu multa prietenie si ospatat dupa cum cerea cuviinta. Nu trecu mult si prinse a o indragi asa de tare pe fata vrajitoarei, ca nu se mai gindea decat la ea. Si i se uita intruna in ochi, sorbind-o cu privirea.
Si tot ce-i cerea fata, facea cu draga inima, de imi vine sa si cred ca ar fi sarit chiar si in foc pentru ea... Daca vazu baba cit e de prins flacaul, numai ce-i spuse fetei:
- Ei, a venit timpul sa punem mina pe inima de pasare! Nu te teme, c-o sa solomonesc in asa fel ca nici sa nu simta ca-i lipseste...
Baba pregati o bautura si, dupa ce-o fierse si-o ras-fierse intr-un ceaun, o puse intr-un pahar. Iar paharul i-l intinse fetei, ca sa i-l dea vinatorului. Si-i spuse fata vinatorului:
- ...Si-acu , dragul meu, bea in sanatatea mea! Vinatorul se grabi sa bea si, de cum inghiti bautura,
si dadu afara inima pasaruicii. Dar vezi ca fata se tot invirtea pe langa el si i-o lua pe furis. Si trebui s-o inghita, ca asa ii poruncise vrajitoarea!...
Si din ziua aceea, vinatorul nu mai gasi sub perna cite un ban de aur. In schimb, il gasea fata, in fiecare dimineata cand se trezea. Dar ti-ai gasit ca baba sa i-l fi lasat fetei! inca din revarsatul zorilor i-l lua de sub perna. Vezi insa ca vinatorului putin ii pasa ca pierduse o asemenea avutie. Ca acum alta era avutia lui... Si era atit de indragostit de fata, ca nu se mai misca de acasa si nu mai facea nimic altceva decat sa stea tot timpul in preajma ei...
Daca vazu batrina vrajitoare cit e de imbrobodit, prinse iarasi a spune:
- Inima pasaruicii o avem, da acum trebuie sa-i luam si mantia fermecata!
Vezi insa ca fata gindea altfel si-i raspunse maica-si:
- Ba, sa i-o lasam, ca averea tot a pierdut-o! Afurisita de baba se minic foc la auzul astor cuvinte,
si-i spuse:
- O astfel de mantie nu-i un lucru obisnuit. Ehe, arareori se gaseste pe lume o mantie care sa aiba un asemenea dar!... Vreau s-o am si am s-o am! Ca doar n-o sa tin eu seama de vorbele tale nesabuite!...
Apoi o invata pe fata ce sa faca si-i atrase luarea-aminte ca de nu-si baga mintile in cap s-o asculte, o s-o pateasca rau de tot. Si biata fata trebui sa faca tot ce-o invatase maica-sa. Se aseza la fereastra si prinse a se uita in departare, de parca ar fi fost tare mihnita. Vinatorul, care n-avea ochi decat pentru dinsa, se temu ca i s-a intimplat ceva si indata o intreba:
- Da de ce stai atit de trista?!...
- Vai, dragul meu, ii raspunse ea, imi atintesc privirea spre muntele de-i peste drum de noi. Pe muntele asta cresc cele mai frumoase rubine. Si atit de mult jinduiesc dupa pietrele astea pretioase, ca-mi sta gindul numai la ele si de-aia sunt foarte trista. Da cine oare ar putea sa mi le aduca?!... Ca doar pasarile, in zbor, pot ajunge pana acolo... Iar vreo fiinta omeneasca niciodata!
- Daca asta ti-e singurul necaz, dadu s-o linisteasca vinatorul, apoi afla ca-mi sta in putinta sa ti-l curm in curind!
Si zicand aceasta, o lua sub mantia lui si isi dori sa fie pe muntele de rubine. Cit ai clipi, se si aflau amin-doi acolo. Unde-ti aruncai privirea, straluceau numai nestemate, ca simteai o placere si-o incintare sa te tot uiti la ele... Si, fara sa se grabeasca, au cules cele mai frumoase si mai pretioase rubine. Dar in ast timp vrajitoarea nu statea cu miinile-n sin... Si, prin vraji de tot felul, reusi ca vinatorul sa-si simta pleoapele grele... Si cum somnul ii tot dadea tircoale, flacaul ii spuse fetei:
- Ia hai sa mai stam oleaca si jos, sa ne hodinim putin, ca ma simt atit de ostenit ca abia ma pot tine pe picioare!
Apoi se asezara jos si flacaul puse capul in poala ei, si adormi.
in timp ce dormea, toropit de somn, fata dezlega mantia de pe umerii flacaului si si-o puse pe umerii ei. Dupa asta se grabi sa stringa rubinele si celelalte nestemate si isi dori sa fie acasa.
Cind vinatorul isi sfirsi somnul si se trezi, isi dadu seama ca draga lui l-a inselat si ca l-a lasat singur pe muntele de rubine, unde nu era in stare sa calce picior omenesc.
- Vai, incepu a se vaicari el, cit de mare e necredinta pe lumea asta!...
Si ramase pe loc, cu inima incrincenata de durere, ca nu-i dadea in gind ce sa faca pentru a iesi din impasul in care se gasea.
Muntele era al unor uriasi salbatici, care-si aveau salasul acolo si se indeletniceau cu tot soiul de faradelegi. Nu dura mult si, cum statea el asa, privind in zare, numai ce zari pe trei dintre uriasii aceia indreptindu-se catre el. Atunci se intinse cit era de lung, prefacindu-se ca doarme adinc. Uriasii se apropiara de flacau si, cand fura foarte aproape de el, primul dintre ei il impinse cu piciorul, spunind:
- Ia te uita, ce vierme o mai fi si asta?!...
- Ce mai stai: striveste-l cu piciorul! il indemna cel de-al doilea.
Dar cel de-al treilea grai cu dispret:
- Lasati-l in pace, ca nu merita osteneala!... Multa vreme n-o sa mai poata ramine aici, iar de s-o incumeta sa urce muntele pana-n virf, or sa-l inhate norii si l-or duce cu ei.
Si tot sporovaind asa, trecura de el si mersera mai departe, pana ce se pierdura dupa o movila. Vezi insa ca vinatorul luase seama la cuvintele lor, si cum ii vazu plecati, se scula in capul oaselor si-o porni la drum. Si, tiris-grapis, urca pana-n virful muntelui. Dar acolo nu-i fu dat sa ramina multa vreme, ca indata veni un nor si-l inhata. Il duse cu el norul, si un timp il purta pe intinsul cerului. Dar mai apoi cobori jos de tot, deasupra unei gradini mari, inconjurata de ziduri groase.
Si era gradina asta plina de zarzavaturi de tot soiul.
Si asa se facu ca norul il lasa pe flacau din circa, de ajunse, incetisor, pe pamint, printre straturi de varza si alte legume...
Vinatorul cata cu luare-aminte imprejur si-si spuse in sinea lui: "Macar de-as gasi ceva demancare pe-aici! Ca sunt atit de flamind, ca nu mai pot!... Si de mi-o ramine iar burta goala, nu stiu, zau, cum oi pleca mai departe.. Da unde sa gasesc demancare, ca nu vad nici un mar, nici o para, nici un fruct, ci doar ierburi..."
Intr-un sfirsit, cum statea el asa, plin de deznadejde, si nu stia ce sa faca, prinse iar sa se gindeasca:
"Da la urma urmei, de nevoie, o sa-mi mint burta cu niste varza! Nu e ea prea gustoasa, da sa-mi vin nitelus in putere, tot o sa ma faca!..."
Si cum gindi, asa si facu. Alese o capatina frumoasa si indesata, si prinse a se infrupta din ea. Dar abia inghiti citeva imbucaturi, ca se si simti cuprins de-un simtamint ciudat, de parca ar fi fost schimbat cu totul. Si pe data se vazu - dar cu ce groaza!... - cu patru picioare, c-un cap mare si lunguiet, si cu doua urechi lungi-lungi... Pasamite, se prefacuse intr-un magar!... Dar cum foamea nu i se potolise, si cum sub noua lui infatisare varza ii placea indeajuns de mult, incepu sa dea iama prin tot stratul, mincind cu mare pofta.
intr-un sfirsit, nimeri la alt strat, dar vezi ca varza asta parea sa fie de alt soi. Si nu se dadu in laturi sa guste si din ea. Dar de-abia inghitise citeva frunze, ca simti din nou o schimbare si-si recapata infatisarea omeneasca.
Apoi vinatorul se culca si adormi zdravan. In dimineata urmatoare se trezi inviorat, de parca nici n-ar fi trecut prin atitea intimplari si, mai inainte de a pleca, avu grija sa rupa o capatina din varza cea buna si una din varza cea rea. Si-n timp ce si le punea in ranita, gindi in sinea lui: "Verzele astea or sa ma ajute sa recapat ce-i al meu si sa pedepsesc necredinta!..."
Apoi sari peste zid si-o porni la drum catre castelul unde-si ducea viata draga lui. Dar vezi ca nu stia incotro e si citeva zile umbla incolo si incoace, fara sa-i dea de urma. Dar, din fericire, un copilandru il indrepta pe calea cea buna, si-ntr-un fapt de seara se afla in fata castelului. Dar mai inainte de a-i pasi pragul, avu grija sa-si innegreasca obrazul cu funingine, si era asa de schimbat, ca de l-ar fi vazut chiar maica-sa, tot nu l-ar fi recunoscut... Si batind el la poarta, ceru adapost.
- sunt atit de trudit, abia ingaima el, ca nu ma tin picioarele sa pot merge mai departe!...
Vrajitoarea cata la el pe dupa grilajul portii, si prinse a-l cerceta:
- Da cine esti, jupine, si cu ce treburi umbli?... Si flacaul raspunse:
- sunt un slujitor imparatesc si-am fost trimis in lume de catre stapinul meu, sa-i aduc cea mai gustoasa varza ce creste sub soare. Si cum mi-a fost dat sa am fericirea s-o gasesc, o port chiar aici, cu mine. Da ma nelinisteste ca soarele arde prea tare si mi-e teama ca nu cumva sa se vestejeasca leguma, ca tare-i frageda!... De asta nici nu stiu daca oi putea-o duce mai departe...
Cind auzi cotoroanta de varza cea gustoasa, odata i se facu pofta si spuse:
- Jupine draga, lasa-ma sa gust din minunatia asta de varza, ca rivnesc la ea!...
- De ce nu! facu vinatorul, cu ingaduinta. Ca doar am luat cu mine doua capatini. Uite, una din ele o sa ti-o dau dumitale.
Apoi desfacu ranita si ii intinse varza cea rea. Vrajitoarea n-avea cum sa stie c-ar putea sa i se-ntimple ceva de pe urma legumei asteia, si cum ii lasa gura apa dupa mancarea asta necunoscuta, se duse singura in bucatarie, sa si-o pregateasca pentru cina. Dar cand fu gata, atit de mare ii fu pofta, ca nu astepta sa fie adusa la masa, ci lua imediat citeva foi si le baga in gura. Dar vezi ca, indata ce le inghiti, isi pierdu infatisarea omeneasca si fugi prin curte in chip de magarita. Dupa putin, veni la bucatarie slujnica, si zarind varza gata facuta, vru s-o duca la masa. Dar in timp ce mergea cu strachina, dupa un vechi obicei, ii veni pofta sa guste din blid si inghiti pe nemestecate citeva foi. Si pe data se prefacu si ea tot intr-o magarita si fugi afara, la batrina. Pasamite, varza aceea isi vadise si de asta data puterea nazdravana... Dar acum zacea imprastiata pe jos, ca strachina cazuse din miinile slujnicei si se facuse tandari, in ast timp, presupusul slujitor imparatesc statea la taclale cu fata cea frumoasa. Dar cum nu venea nimeni cu varza si era si ea pofticioasa, fata nu-si mai gasea astimpar si, pana la urma, spuse:

- Nu stiu de ce nu mai vine odata mamuca, cu varza aia!...
Atunci se gindi vinatorul in sinea lui: "Sa stii ca leguma si-o fi facut de-acu efectul!.".. Si apoi spuse cu glas tare:
- Las ca ma duc eu pana la bucatarie, sa vad ce-o fi de intirzie!
Vezi insa ca abia cobori treptele cerdacului, ca le si vazu pe cele doua magarite alergind prin curte. Cauta el varza si o afla imprastiata pe sub niste scaune.
- Bravo! Astea doua si-au primit portia!... facu el, bucuros. Acu mai ramine sa se infrupte din varza si faptura de m-a inselat intr-un chip atit de nevrednic!...
Apoi ridica de pe jos restul de foi si le puse pe un taler. Si inminindu-i-l fetei, ii spuse:
- Ti-am adus chiar eu mancarea cea gustoasa, ca sa nu trebuie sa mai astepti...
Fata se apuca sa manince din varza cu lacomie si pe data isi pierdu si ea infatisarea omeneasca. Si numai ce-o zbughi afara pe usa si incepu sa alerge prin curte in chip de magarita.
Dapa ce vinatorul isi spala fata, pentru ca cele trei femei prefacute in magarite sa-l poata recunoaste, cobori in curte si le spuse:
- Acu , veti primi rasplata pentru necredinta voastra! Si legindu-le pe toate trei cu o fringhie, le mina din urma pana ce ajunse la o moara. Batu el in geam, dar cum era cam tirzior, morarul scoase capul afara si-l intreba ce doreste.
- Am trei animale naravase, raspunse vinatorul, si n-as vrea sa le mai tin, ca-mi dau mult de furca. Daca te-ai invoi insa sa le iei la dumneata si sa le dai adapost si nutret, si sa le tii dupa cum ti- oi spune eu, nu m-as zgirci deloc si ti-as plati cit mi-ai cere.
Atunci morarul ii raspunse:
- Ma-nvoiesc bucuros! Da cum trebuie sa le tin? Si vinatorul ii arata pe indelete ca magaritei batrine
- pasamite asta era vrajitoarea! - sa-i dea de trei ori pe zi bataie si o data mancare, celei tinere - care era slujnica - sa-i dea o data bataie si de trei ori mincare, iar celei tinere de tot - care era fata - bataie sa nu-i dea deloc, dar sa-i dea de trei ori mancare.
De, se aratase ingaduitor cu fata, fiindca inca o mai indragea si nu-si putea calca pe inima s-o lase sa fie scarmanata... Apoi se intoarse la castel si gasi acolo tot ce avea nevoie. Dupa citeva zile veni morarul si-i aduse vestea ca margarita cea batrina - care primise in tot timpul bataie si numai o data pe zi mancare - daduse ortul popii.
- Celelalte doua, spuse el, desi n-au murit si primesc mancare de trei ori pe zi, sunt atit de triste, ca multe zile nu cred c-or sa mai aiba si ele.
Daca auzi asta, vinatorul se milostivi de ele si-si domoli inversunarea. Si-i porunci morarului sa le aduca inapoi. Si cand fura iarasi in curtea castelului, le dadu sa manince din varza cea buna si-si luara din nou infatisarea omeneasca.
Atunci fata cea frumoasa ii cazu in genunchi si-i spuse: - Of, dragul meu drag, oare ai putea sa ma ierti vreodata pentru raul ce ti l-am facut?!... Da sa stii ca numai maica-rnea e de vina, ca ea m-a silit sa-ti casunez asa un rau si totul s-a intimplat impotriva vointei mele
ca mi-esti drag din tot sufletul!... Mantia ta fermecata e intr-un scrin, cit despre inima pasaruicii, indata o sa iau o bautura, ca s-o dau afara...
Daca-i auzi spusele, pe loc se insemna flacaul si-i grai ca unei logodnice:
- Pastreaza-le, ca mi-e totuna de le ai tu sau eu, ca doar stiu bine c-o sa-mi fii sotie credincioasa!
Si-au facut o nunta de s-a dus pomina, si-au trait impreuna in bucurie si multumire pana la sfirsitul zilelor.




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